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Natal legal é Natal sem sofrimento animal....



Para quem não sabe, o Libertação Animal Brasília criou em sua página no Facebook um evento virtual voltado para compartilharmos receitas natalinas, a fim de difundirmos o veganismo entre amig@s, parentes e conhecid@s que possuem pouco ou quase nenhum contato com este estilo de vida. As pessoas estão postando vários links legais onde podemos baixar receitas, assistir vídeos e nos deliciarmos com tanta coisa gostosa sem qualquer produto de origem animal como ingrediente. Estes são alguns links que foram postados até agora! Que venham muitas outras! \o/
 
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=298407450190950&set=a.185686141463082.44436.182110058487357&type=3&theater

http://vista-se.com.br/redesocial/paella-vegana/

http://www.cantinhovegetariano.com.br/2011/12/receitas-para-o-natal-e-ano-novo.html

http://www.defensanimal.org/MENU_VEGANO-NAVIDAD.pdf

http://vista-se.com.br/redesocial/as-melhores-receitas-do-vista-se-primeira-edicao-livro-de-receitas-veganas-gratis/

http://vista-se.com.br/redesocial/receitas-veganas-de-fim-de-ano/

http://alquimiaveg.blogspot.com.br/

http://www.cantinhovegetariano.com.br/2012/04/batatas-grelhadas-com-alho.html

http://www.youtube.com/watch?v=Ng9ZKec_m-s

http://www.cantinhovegetariano.com.br/2007/12/rabanada.html

http://www.menuvegano.com.br/article/show/703/biscoitinhos-de-aveia-com-goiabada

http://meuanoverde.blogspot.com.br/2010/11/ceia-vegan-receitas-dia-21.html

http://estilovegan.com.br/receita-de-panetone-vegan/

http://www.menuvegano.com.br/article/show/474/churrasco-vegano

http://www.menuvegano.com.br/article/show/376/torta-de-batatas-com-requeijao-vegano

http://www.cantinhovegetariano.com.br/2010/06/farofa-de-legumes.html

http://www.youtube.com/watch?v=21yhNlgbnN8&list=UL

Dono não, tutor sim...

Por Rogério Rothje (para ANDA)

Animais não têm donos. Animais têm tutores. Tutores porque somos donos de coisas, de objetos, de seres inanimados… De animais somos no máximo guardiões. Seu cão, seu gato, seu amigo de estimação, são companheiros de jornada. São vidas que você escolheu para conviver ao seu lado, com você. Vidas que não têm preço, e que por isso não devem ser compradas, diferente das coisas das quais somos donos. Seja um bom tutor. Dê amor, respeito e carinho. E pense também naqueles animais que, apesar de lindos, sensíveis e inteligentes, não nasceram cão ou gato. Nasceram em fazendas, em granjas, em estábulos. Ou foram parar em gaiolas, em tanques, em aquários, em circos, em zoológicos ou em laboratórios… Ou nasceram livres, porém são vorazmente perseguidos e caçados dentro de seus lares, os mares, os rios, as florestas; seus templos de paz, que o homem faz questão de manchar de sangue toda vez que aparece… Mas você também pode fazer algo por eles e, mesmo estando distante, poupá-los da morte, da tortura, da humilhação, da tristeza e do abandono: pode ser vegano! Comece agora, em sua próxima refeição ou na próxima vez em que for às compras, ou passear com sua família. Dê este importante passo moral e ético em favor da sua saúde, de todos os animais e do nosso planeta. Seja vegano!

fonte: http://www.anda.jor.br/26/11/2012/dono-nao-tutor-sim

Por que animais têm direitos?

 
"Sem liberdade e sem integridade física e psíquica, a vida do ser senciente, se não estiver encerrada, será uma vida limitada e, portanto, fonte de sofrimento. De que adianta a um ser senciente viver enjaulado, incapaz de expressar livremente sua natureza e perseguir seus interesses? Pergunte isso a ser humano e você entenderá – o mesmo acontece com os animais não-humanos; prisioneiros, escravos reduzidos a propriedades dos seres humanos, eles não podem ser eles mesmos, portanto têm uma vida pela metade. Não é, portanto, sem razão o ditado que afirma que, sem liberdade, a vida é uma dádiva inútil."

Em "Por que animais têm direitos?" (por Bruno Müller)

Acesse: http://www.sociedadevegana.org/index.php?option=com_content&view=article&id=11%3Apor-que-animais-tem-direitos&catid=12%3Adireitos-animais&Itemid=5

Sacrifício de animais

 
 
Por Sérgio Greif ~ Publicado em "Pensata Animal"

O sacrifício de animais em rituais religiosos é prática mal vista pela sociedade ocidental de uma maneira geral, tanto devido à crueldade envolvida quanto devido à má impressão visual que causam, associação dessas práticas com feitiçaria etc. No entanto, muitas das pessoas que demonizam as religiões onde animais ainda são sacrificados ignoram que a crueldade envolvida no sacrifício de animais é similar à crueldade praticada quando o animal é abatido para consumo, seja por qual método seja.

A demonização dessas religiões, mais do que uma oposição ao sacrifício propriamente dito, denota um preconceito contra determinado sistema de crenças. Denota ignorância quanto ao fato de que todas as antigas religiões praticaram, em algum momento de sua história, o sacrifício de animais e/ou de seres humanos. O sacrifício está na raiz da maioria das religiões, ele não se configura em um ato isolado de determinado grupo. Condenar determinado sistema de crenças, qualificá-lo como inferior ou primitivo, em nada contribui com a causa animal. Todos os sistemas de crenças devem ser respeitados e dentro desse conceito, soluções devem ser buscadas para o problema do sacrifício de animais, jamais aceitando-o ou regulamentando-o, mas entendendo suas origens e buscando uma solução que se harmonize com as crenças dos grupos.

Sacrifício é a prática de oferecer alimento, ou a vida de animais ou pessoas, às divindades, como forma de culto. O termo deriva dos radicais ‘sacro' e ‘oficio', ou seja, oficio sagrado. Os motivos para a prática de sacrifícios são variáveis, conforme o sistema de crenças de cada religião. Em algumas religiões, a palavra utilizada para sacrifício está associada à palavra "aproximação", pois acredita-se que o sacrifício aproxima o devoto de sua divindade.

Alguns povos no passado acreditavam que parte do poder dos deuses só podia ser conservada às custas de constantes sacrifícios. Outros acreditavam que os sacrifícios não interferiam no poder dos deuses, mas sim os agradavam, de forma que colocavam o devoto em posição de negociar algum favor.

Havia também sacrifícios para aplacar a ira dos deuses. Animais ou seres humanos podiam ser ofertados como forma de expiar pelos pecados da comunidade. Os sacrifícios desempenhavam função social importante dentro de certos sistemas, pois eram uma forma do devoto oferecer alguma contribuição à instituição religiosa, uma forma de prover alimento para os sacerdotes e para os mais pobres. Dessa forma, após serem oferecidos aos deuses, os animais eram consumidos pelo devoto, pelos sacerdotes ou distribuídos aos pobres.

Os sacrifícios eram práticas diárias nas mais avançadas sociedades americanas pré-colombianas, sendo que algumas destas sociedades praticavam o sacrifício de seres humanos. A sociedade hebréia, os pagãos e animistas de todos os continentes, os romanos, gregos, os muçulmanos e as religiões derivadas dos cultos africanos, todas recorreram ou recorrem ao sacrifício de animais.


Os sacrifícios na sociedade hebréia

O primeiro sacrifício de animais citado na Bíblia foi realizado por Abel (Gen. 4:4), no entanto, este sacrifício e o realizado por Noé (Gen. 8:20) precedem o advento da religião judaica. Dentre os patriarcas, Abraão ofereceu um sacrifício de carneiro (Gen. 22:13) e Jacó é descrito como oferecendo dois sacrifícios, embora o texto não especifique o que tenha sido ofertado (Gen. 31:54 e Gen. 46:1).

O sacrifício de animais parece não ter sido estranho aos israelitas na época de escravidão no Egito (Êxodo 3:18), embora não haja evidencias de que isto fosse praticado neste período. Já na época do êxodo do Egito, os israelitas foram proibidos de imolar animais exceto como ofertas sacrificiais. Uma pessoa que abatesse um animal sem ofertá-lo no tabernáculo era considerado culpado por sua morte (Lev. 17:3-4). Já em Israel, os sacrifícios passaram a ocorrer no pátio do Grande Templo, em Jerusalém. (Lev 17:1-9, Deut. 12.5-7). Esporadicamente, outros lugares que não o Templo eram utilizados para sacrifícios (Juizes 2:5; Juizes 6:18-21, 25 e 1 Reis 18:23-38).

O livro de Levítico descreve em detalhes quais tipos de oferendas podiam ser oferecidas em cada ocasião e de que forma o sacrifício deveria ocorrer. As oferendas eram derivadas de vegetais (farinha, azeite, trigo torrado, bolos, incenso, vinho, etc), animais (bois, cabras, carneiros, pombas, rolinhas etc) e em alguns casos minerais (sal).

Os sacrifícios eram classificados como:

- Sacrifício de expiação pelo pecado (Lev 4 e Lev. 6:24-30): Dependendo de quem cometeu o pecado e das condições em que fora cometido, eram ofertados novilhos, bodes ou cabras.
- Oferta pela culpa ou holocausto (Lev. 5, Lev. 6:1-13 e Lev. 7:1-10): Eram ofertados carneiros, cordeiras e cabritas, mas os menos abastados podia ofertar pombas, rolas ou mesmo farinha (fermentada ou não).
- Sacrifícios pacíficos ou de ação de graças (Lev 3; Lev. 7:11-20): Era um sacrifício queimado para agradar a Deus. Eram sacrificados bois, cabras e carneiros, mas também bolos de farinha com azeite, não fermentados.
- Oferta de manjares (Lev. 2:1-11 e Lev. 6:14-23): Era um sacrifício queimado para agradar a Deus. Eram usadas preparações à base de vegetais não fermentados e sal.
- Ofertas de primícias (Lev. 2:12-16): O propósito era agradecer pela abundância da colheita. Eram oferecidos os primeiros grãos coletados, ainda verdes, azeite e mel.

Maimônides (1135-1204) explica que os judeus na verdade não tinham a necessidade de realizar sacrifícios para Deus, mas isto passou a ser praticado em Israel por influência das tribos pagãs que viviam ao redor. Estes povos utilizavam estes rituais como forma de aproximar-se de suas divindades. De acordo com Maimônides, se um sistema não houvesse sido criado para que os israelitas praticassem rituais semelhantes aos pagãos para se aproximarem de seu Deus, possivelmente sacrificariam para deuses estrangeiros. Maimônides concluiu que a decisão de Deus de permitir sacrifícios era uma concessão às limitações psicológicas do homem, e não uma necessidade religiosa real.

De fato, na Biblia há muitas passagens que mostram que o Deus de Israel na verdade buscava pelas orações e o sincero arrependimento, e não o sacrifício:

"Sacrifícios e ofertas não quiseste; abriste os meus ouvidos; holocaustos e ofertas pelo pecado não requeres." (Salmo 40:6).
"Pois não te comprazes em sacrifícios; do contrário, eu tos daria; e não te agradas de holocaustos.Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus." (Salmos 51:16-17).
"De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? - diz o SENHOR. Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais cevados e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes. Quando vindes para comparecer perante mim, quem vos requereu o só pisardes os meus átrios? Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniqüidade associada ao ajuntamento solene. As vossas Festas da Lua Nova e as vossas solenidades, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer." (Isaias 1:11-14)
"E, ainda que me ofereçais holocaustos e vossas ofertas de manjares, não me agradarei deles, nem atentarei para as ofertas pacíficas de vossos animais cevados." (Amós 5:22)
"Tende convosco palavras de arrependimento e convertei-vos ao SENHOR; dizei-lhe: Perdoa toda iniqüidade, aceita o que é bom e, em vez de novilhos, os sacrifícios dos nossos lábios." (Oséias 14:2)

Os sacrifícios foram abolidos há dois mil anos da sociedade hebréia, sendo substituído por orações.


Sacrifícios no cristianismo

O cristianismo, como religião, jamais utilizou como prática o ritual de sacrifícios, mas cristãos primitivos sem dúvida praticavam sacrifícios no Templo de Jerusalém até sua destruição no ano 70 d.C. Portanto cristãos e judeus deixaram de praticar sacrifícios de animais na mesma época. Há, no entanto, resquícios de práticas sacrificiais pagãs européias na tradição católica (touradas etc), o que mostra que pelo menos no início da cristianização da Europa, estes sacrifícios foram continuados, até sua definitiva incorporação à nova religião.

Na teologia cristã moderna, os sacrifícios não têm lugar visto que Cristo ofereceu-se a sim mesmo como sacrifício universal. A mera fé nisto conduz o devoto à salvação. No entanto, o culto e a eucaristia são práticas que remontam ao sacrifício, sendo a hóstia (no caso católico), a oferenda de carne. O simples fato de Jesus haver sido considerado uma oferenda válida mostra, porém, que o cristianismo aceita, teologicamente, a validade dos sacrifícios. Com efeito, o cristianismo não faria sentido sem a idéia de que Jesus serviu como um cordeiro sacrificial, para expiar pelos pecados do mundo.


Sacrifícios no islã

O período de peregrinação à Mecca (Hajj) é marcado por um rito sacrificial denominado Eid-ul-Adha (comemoração do sacrifício). Este sacrifício lembra que Abraão esteve prestes a sacrificar seu filho (que, de acordo com a tradição muçulmana não era Isaque, mas Ismael). Após as orações, aquele que têm condições leva um cabrito, uma cabra, uma ovelha, um camelo ou uma vaca, para serem sacrificados. A carne destes sacrifícios é compartilhada com a família e os amigos e um terço é dada aos pobres. Todos estes preceitos estão contidos na Surata Al-Hajj (o capítulo do Al-Corão que trata da peregrinação a Mecca).

No Al-Corão (22:37) está explicado que Deus não se beneficia da carne nem do sangue dos animais que são sacrificados, mas que a fé do devoto e sua boa intenção é que são considerados. O animal deve ser abatido tendo sua jugular cortada e seu sangue drenado. Não é permitido dar marretadas, eletrochoques ou perfurar o animal com qualquer objeto. Esta carne, apenas assim é considerada Halal, própria para consumo.


Sacrifícios no hinduísmo

O Yajurveda, um dos quatro Vedas, contém grande parte da liturgia e dos rituais necessários para a prática religiosa hindu. Isto inclui os ritos sacrificiais. No período de 1000 a.C. a 800 a.C., o hinduísmo passou a basear seu sistema de crenças na constante necessidade de sacrifícios. A população podia consumir a carne apenas de animais abatidos por brâmanes (sacerdotes). Neste período surgiu no hinduísmo o sistema de castas, o conceito de reencarnação e a concepção de que almas animais podiam evoluir até a condição humana.

Textos como o Ramaiana e outros demonstram que os sacrifícios de animais eram comuns na prática religiosa hindu. No século VI a.C., no entanto, devido a pressões ecológicas e o advento de novas concepções religiosas, os sacrifícios foram abandonado em sua maior parte. Neste período, seguindo o desprezo pelos sacrifícios, a salvação da alma passa a estar atrelada às boas ações do indivíduo, entre elas evitar causar mal aos animais.

Por não ser, no entanto, uma religião organizada, o hinduísmo permite uma variedade de rituais nitidamente destoantes. Ao passo que na maior parte dos lugares os Templos abriguem animais desamparados e os devotos lhes ofereçam alimentos como parte de seu rito, em outras regiões mais isoladas e menos abastadas animais e mesmo seres humanos continuam a serem sacrificados.

Isto é especialmente verdadeiro nos templos dedicados á deusa Kali: Em 14 de junho de 2003 um homem tentou sacrificar sua filha no Templo de Kamakhya, tendo sido detido pelos sacerdotes e preso pela policia. Na aldeia de Parsari, distrito de Sagar, em Madhya Pradesh, um sacerdote hindu foi preso em 27 de março de 2003 por sacrificar um homem. Embora sacrifícios humanos sejam proibidos, eles continuam a acontecer na Índia.

Sacrifícios eram também praticados em outras antigas religiões da Ásia. Confúcio descreve a existência de sacrifícios na China do século VI a.C.


Sacrifícios pagãos

O sacrifício de animais e seres humanos foi praticado por pagãos de todos os continentes. Muito se tem discutido sobre a condição dos druidas (sacerdotes celtas), se eles eram pessoas pacíficas e simpáticas ou, como nos queriam fazer crer os romanos, bárbaros sanguinários. É possível que tenham sido ambos, um pouco dos dois. Há evidências arqueológicas de que na religião celta havia sacrifícios de seres humanos, ainda que raramente. Os relatos de historiadores romanos e cristãos a esse respeito, embora provavelmente exagerados, dão alguma idéia da forma como esses rituais ocorriam.

Já com relação aos astecas, sabe-se que praticavam rituais de sacrifício humano praticamente diários. Esta era a forma que encontravam para aplacar a fúria do deus Huitzilopochtli, representado pelo Sol, e desta forma evitar catástrofes. Isto os colocava em constante guerra com seus vizinhos, pois com o intuito de evitar o sacrifício de seus próprios, sacrificava-se prisioneiros de guerra. Da mesma forma, os sacrifícios eram praticados na sociedade maia.

Sacrifícios eram praticados na cultura cretense minóica, pré-helênica, mas é possível que não como parte dos ritos diários, mas em casos especiais como para aplacar a ira dos deuses durante desastres naturais. Os sacrifícios durante este período evidenciam-se, além da arqueologia, pela perpetração de lendas relativas aos minóicos, como aquela em que a cidade de Atenas precisava enviar todos os anos sete rapazes e sete moças para Creta, para serem oferecidas ao Minotauro. Gregos e romanos ofereciam sacrifícios, principalmente de animais, em honra dos deuses.


Sacrifícios nas religiões africanas

A maioria das religiões africanas ainda pratica o sacrifício de animais e, em casos mais velados, também de seres humanos. Na antiga religião Zulu, ainda praticada na África do Sul, pessoas podem ser mortas não como parte de um sacrifício ritual, mas para que alguma parte de seu corpo seja utilizada como medicamento (Muti). Nesta forma de medicina, o pênis de um menino pode ser requerido pelo sangoma (curandeiro) para elaborar um elixir contra a impotência ou o estupro de uma virgem pode ser necessário para curar alguém de AIDS.

Os ritos sacrificiais africanos, trazidos para a América do Sul e Caribe no período colonial, ainda são praticados em muitas comunidades.

No candomblé, o sacrifício de animais é praticado pelo Axogun ou pelo Babalorixá. O primeiro que deve receber os sacrifícios é Exu, a quem é oferecida uma galinha. Em seguida o Orixá que se pretende contatar recebe sua oferta, sempre um animal quadrúpedes. Após morto e oferecido no ritual, o animal é consumido pelos devotos e seu couro pode ser utilizado para a confecção de instrumentos musicais.

No candomblé o sangue não apenas é vida, como possui uma energia elementar. O sangue e as visceras dos animais tem o objetivo de produzir axé, energia vital.

Apesar disto, há seguidores do candomblé que opõem-se à pratica de sacrifícios de animais, como é o caso do Pai-de-Santo Agenor Miranda Rocha.

Caio de Omulu não questiona a validade, ou necessidade, do uso de animais dentro da umbanda, mas sim sua freqüência. Prega que tais rituais deveriam ser exceção e não única prática como vem sendo realizado.

Não querendo discutir a validade do sacrifício no contexto do sistema de crenças de qualquer religião, a mera existência de locais onde estas mesmas religiões são praticadas sem a necessidade de sacrifícios de animais, rituais estes reconhecidos pelos centros onde animais ainda são utilizados, demonstra que a utilização de animais não é necessária. O ritual cumpre uma função que, mais do que uma obrigatoriedade religiosa, configura-se em uma forte impressão psicológica no devoto que a pratica.


Conclusões

Seja qual for a religião que pratiquemos ou não pratiquemos qualquer religião, um princípio que devemos ter claro é que o movimento abolicionista jamais deverá ser um movimento anti-religioso ou contra uma religião específica. Devemos procurar nos opor ao sacrifício de animais sem desmerecer o complexo de crenças dos indivíduos, porque a causa abolicionista não deve discriminar uma ou outra religião. As mesmas críticas que atualmente são dirigidas às religiões afro-brasileiras poderiam ser dirigidas a qualquer religião, porque o especismo encontra-se fundamentado em todos os povos, todas as religiões.

Devemos trabalhar, sim, a extinção do especismo em todas as religiões, porque embora ele esteja nelas impregnado, não é delas parte integrante. Queremos dizer que respeitamos a liberdade de culto e de fé, mas que isso não justifica a retirada de vidas. Queremos dizer que não somos superiores nem inferiores, e que também descendemos de povos e religiões que sacrificaram animais. Queremos dizer que o sacrifício de animais pode hoje fazer parte dos rituais de certa religião, mas que não precisaria ser assim; que eu outros lugares a mesma religião é praticada e que animais não são mortos.

Porque aquele que combate o sacrifício de animais desmerecendo a fé de um ser humano provavelmente não dispõe de qualidade moral suficiente para perceber que a utilização de animais para outros fins, o que erroneamente também pode ser chamado ‘sacrifício', pode ser considerado tão ou mais sanguinário. Opondo-se ao sacrifício ritual, a pessoa não vê problema em consumir a carne de um animal abatido dentro de uma instituição que preze por seu "bem-estar". Hipocrisia.

Porque se dentro daquela crença o sacrifício de animais agrada a um ser divino, aquele que condena esse ritual mas não o ritual diário em torno da mesa nas três refeições diárias, em verdade se coloca como um ser mais do que divino, a quem o "sacrifício" de animais para satisfação do apetite não fere nenhum conceito moral.

Sobre o autor: Sérgio Greif é biólogo, mestre em Alimentos e Nutrição, co-autor do livro "A Verdadeira Face da Experimentação Animal: A sua saúde em perigo" e autor de "Alternativas ao Uso de Animais Vivos na Educação: pela ciência responsável".

Gary Yourofsky e o veganismo....

 
 
"Existem apenas 4 motivos que nos levam a comer animais: costume, tradição, comodidade e sabor. Não importa a religião que você professe, sua ideologia política e tampouco sua classe social. Se há algo claro é que o mundo em que vivemos necessita de paz e compaixão entre os seres que o habitam. Ao contrário do que afirmam os dogmas religiosos e políticos, os animais não nos pertencem. Não são bens, nem propriedade, nem são coisas inanimadas sem capacidade de pensar ou de sentir. Essa forma de vê-los como se fossem máquinas não apenas é um equívoco monumental: é uma loucura."

~ Gary Yourofsky

Assista ao vídeo da palestra de Gary Yourofsky, já postada aqui no blog há cerca de 1 ano.

Cartilha em quadrinhos da SVS alerta sobre cuidados com animais domésticos

Leiam e divulguem este Gibi publicado pelo Ministério da Saúde sobre "Guarda Responsável de Animais".

A Engrenagem ~ novo documentário do Instituto Nina Rosa


Publicado no Vista-se. Assista ao novo documentário do Instituto Nina Rosa: A Engrenagem
Assista/Baixe: http://bit.ly/SAT4DN

I'm Vegan - Gary Francione

Recomendadíssimo este vídeo que traz uma entrevista (em inglês, mas legendado em espanhol) com Gary Francione sobre como ele se tornou vegano e quais as principais bases deste estilo de vida, o qual é pautado por uma abordagem abolicionista. Veganismo é não violência. Sobretudo, é não cometer violência contra os outros seres sencientes. Mas também é não cometer violência contra a Terra e contra si mesmo.


I'm Vegan - Gary Francione (subtitulado) from AnimaOrgAr on Vimeo.

Por que amamos cães, comemos porcos e vestimos vacas?

Eu costumo sugerir sempre que as pessoas leiam ou assistam a entrevista com a psicóloga social Melanie Joy, autora do livro "Por que amamos cães, comemos porcos e vestimos vacas". Ela traz uma abordagem super clara e interessante sobre a "dificuldade" que as pessoas possuem em compreender que a vida de um cão ou de um gato não vale mais do que a vida de uma vaca ou de um porco.
A Melanie já foi responsável pela mudança de hábitos de muita gente, que acabou se tornando veg(etari)ana sem ter sequer ter visto todo horror vivido pelos animais criados para abate. Dediquem alguns minutos do dia para assistir esta entrevista, dividida em 2 partes.

Tenho certeza de que vocês irão gostar! Lembrem-se que este formato de vídeo possui várias legendas. A legenda em português aparece do lado esquerdo e é a segunda de baixo para cima. :)

Atenção, imagens fortes!

Na tentativa de conscientizar a população sobre a crueldade contra animais em fazendas e incentivar mudanças na alimentação, a ONG norte-americana FARM (Movimento pelos direitos de animais de fazendas) está oferecendo 1 dólar para quem assistir a um vídeo de quatro minutos que mostra cenas de exploração e matança de animais. A gente coloca aqui de graça para quem tiver coragem de assistir. Na verdade, quem ainda não repensou sobre o impacto do seu modo de vida e de consumo deveria assistir sim, por uma questão de bom senso! A decisão é sua!



Inspiração...

"A forma como tratamos os animais um dia será considerada bárbara. Não há como existir uma civilização perfeita até que o ser humano perceba que os direitos de cada criatura vivente são tão sagrados quanto o seu próprio direito." (Dr. David Starr Jordan ~ 1851-1931)

Membros da família, jantar e a nossa esquizofrenia moral de cada dia!

Por Vera Cristofani
Publicado originalmente em Veganos Pela Abolição da Escravidão Animal

O termo esquizofrenia moral cunhado pelo professor Gary Francione é por definição “o modo ilusório, enganado, confuso de pensarmos sobre os animais em termos sociais e morais.” Ele diz que “essa confusão pode, é claro, incluir maneiras conflitantes ou incoerentes de olhar para os animais (alguns são membros da família; outros são jantar), mas isso não significa que eu esteja descrevendo uma múltipla ou dupla personalidade clássica.
Nossa esquizofrenia moral, que envolve enganarmos a nós próprios quanto à senciência animal e às semelhanças entre os humanos e os outros animais, e uma enorme confusão quanto ao status moral dos não-humanos, é um fenômeno bastante complicado e tem muitos aspectos.” Francione reflete que se por um lado concordamos que é moralmente errado impor sofrimento desnecessário aos animais, por outro, a esmagadora quantidade de sofrimento que nós impomos a eles, não pode ser considerada necessária em nenhum sentido significativo da palavra.
Uma discussão sobre a disparidade entre o que nós dizemos sobre os animais e como nós, na realidade, os tratamos foi iniciada na quinta reunião do Grupo de Estudos da Teoria Abolicionista do Professor Gary Francione. O tema da esquizofrenia moral é dividido em três partes: diagnóstico, motivos e cura. Na parte do diagnóstico foi abordado o status dos animais antes do século XIX, e como esse status supostamente mudou com a aceitação moral e legal do princípio do tratamento humanitário, isto é, a noção que nós temos obrigação moral em não impor sofrimento desnecessário aos animais.
Antes do século XIX
Antes do século XIX, a cultura ocidental não reconhecia, como uma questão geral, que os humanos tinham qualquer obrigação moral em relação aos animais. Os animais não tinham nenhuma importância e estavam completamente fora da comunidade moral. Poderia haver obrigação moral em relação aos animais, mas estas obrigações eram em relação aos humanos e, de forma alguma, em relação aos animais que eram considerados “coisas”, sem habilidade de pensar ou sentir. Um exemplo desse pensamento vem do filósofo René Descartes (1596-1650), considerado o fundador da filosofia moderna, que afirmava que os animais não são conscientes, porque não possuem alma, a qual Deus as colocou apenas em humanos.
Descartes reconhecia que os animais agiam de uma forma que parecia ser inteligente e com propósito e pareciam estar conscientes, mas eles não eram diferentes de máquinas feitas por Deus. Ele se referia a eles como “autômatos ou máquinas que se movem.” Descartes aceitava que animais não são sencientes, conscientes de dor, prazer, ou qualquer outra coisa. Fazia experimentos. Descartes não levava em consideração as reações dos animais. Ele achava que os animais não eram diferentes de uma máquina que estava funcionando de forma imprópria; para ele um cão gritando não é diferente de uma máquina rangendo que precisa de óleo. Descartes achava que obrigação moral aos animais era o mesmo que obrigações morais aos relógios. Essa obrigação moral ao relógio é direcionada aos outros humanos; similarmente podemos ter obrigação moral ao cão de alguém, mas essa obrigação é em relação ao dono e não ao cão.
Outro filósofo descrito no livro de Francione é Immanuel Kant (1724-1804). Kant não tinha as mesmas visões que Descartes, mas ainda negava que temos quaisquer obrigações morais em relação aos animais. Kant reconhecia que os animais são sencientes e podem sofrer, mas porque não são autoconscientes, nem racionais, eles são instrumentos do homem, para o nosso uso, sem valor em si mesmos. Kant achava que quem era cruel com os animais, tornava-se cruel também nas relações humanas. Kant dizia que os animais existiam meramente como um meio para um fim. Esse fim é o homem.
A lei
A visão que não temos obrigações morais em relação aos animais também era refletida na lei. Antes do século XIX, a lei não reconhecia nenhuma obrigação legal aos animais. Se havia qualquer proteção aos animais, a lei era formulada somente em termos da preocupação com humanos, relacionada, primariamente, aos interesses de propriedade.
Francione lança mão de um personagem chamado Simon, o sadista, para ilustrar essa situação. Simon propõe torturar um cão, queimando-o com um maçarico, pois ele tem prazer em fazer isso. Essa proposta de Simon gera alguma preocupação moral? Simon está violando qualquer obrigação moral em usar o animal para sua diversão? Ou a ação de Simon não é moralmente diferente do que quebrar uma noz e comê-la? Acho que qualquer um de nós não hesitaria em dizer que incendiar o cão para diversão, não é um ato moralmente justificável sob qualquer circunstância. Qual é a base do nosso julgamento moral? É meramente porque estamos preocupados com os efeitos da ação de Simon em outros humanos? Somos contra porque a ação de Simon pode aborrecer pessoas que gostam de cães? Somos contra porque fazendo isso, Simon pode tornar-se mais impiedoso nas suas relações com os humanos? Nós podemos ser contra porque nos preocupamos que a ação de Simon tenha efeitos nas suas relações com outros humanos, mas essa não é a razão principal. Na realidade, condenaríamos esse ato de Simon mesmo que ele fizesse isso em segredo. E se o cão fosse da Jane? Seríamos contra porque Simon está prejudicando uma propriedade da Jane? Também podemos ser contra a ação de Simon, porque o cão pertence à Jane, mas de novo esse não é o motivo principal. Nós acharíamos as ações de Simon objetáveis mesmo que o cão estivesse perdido na rua.
A principal razão pela qual as ações de Simon são objetáveis é em relação ao efeito direto que ela tem no cão. O cão é senciente; como nós, o cão é um tipo de ser que é consciente da dor e tem interesse em não ser queimado. Nós temos uma obrigação –direta com o cão e não aquela que se preocupa com o cão- de não torturá-lo. O único motivo dessa obrigação é que o cão é senciente, nenhuma outra característica, tal como racionalidade, autoconsciência ou habilidade de se comunicar em uma língua são necessárias. Simplesmente porque o cão pode sentir dor e sofrer, nós consideramos moralmente necessário justificar o mal que causamos ao cão. Podemos discordar sobre se uma determinada justificativa é suficiente, mas todos nós concordamos que alguma justificativa é necessária e o prazer de Simon não pode constituir tal justificativa. Uma parte integral do nosso pensamento moral é a idéia que o fato de uma ação causar dor conta como um motivo contra a ação- não meramente porque prejudicar outro ser de alguma forma nos deprecia, mas porque prejudicar outro ser senciente é, por si só, errado. E não importa se o Simon propõe queimar por prazer o cão ou outro animal, como uma vaca por exemplo. Nós objetamos a conduta dele de qualquer forma.
Em resumo, muitos de nós rejeitamos a caracterização dos animais como “coisas” que dominou o pensamento ocidental por muitos séculos.
O princípio do tratamento humanitário
As teorias do tratamento humanitário tiveram início com o advogado inglês Jeremy Bentham (1748-1832). Bentham argumentava que apesar de haver diferenças entre humanos e animais, há uma importante similaridade: ambos podem sofrer e a capacidade de sofrer é tudo que é necessário para ter importância moral e para humanos terem obrigações morais em relação a eles. Uma frase de Bentham que ficou famosa é: “A questão não é "eles podem raciocinar?" nem tampouco "eles podem falar?", mas sim "eles podem sofrer?" O princípio de Bentham representou nada mais que uma revolução no nosso pensamento moral sobre os animais no sentido que rejeitou visões como as de Descartes e Kant.
Bentham argumentava que nosso dever de não impor sofrimento desnecessário aos animais era uma obrigação moral direta a eles e era baseada somente na senciência. Isto marcou uma nítida partida de uma tradição cultural que nunca havia considerado os animais como nada além do que “coisas”, destituídos de interesses moralmente significativos.
Quem é senciente?
De acordo com o professor Francione, nem todos os animais provavelmente são sencientes. Talvez seja difícil traçar uma linha separando aqueles que são capazes de experimentar dor e sofrimento conscientemente, daqueles que não são. Sem dúvida a maioria dos animais que exploramos são sencientes. Primatas, bois, porcos, roedores são sencientes capazes de experiências mentais subjetivas. Todos os seres sencientes, apesar de qualquer diferença, são similares uns aos outros e diferentes de tudo mais no mundo que não é senciente.
A observação de que animais são sencientes é diferente de dizer que eles estão vivos. Ser senciente significa ser um tipo de ser que é consciente de dor e prazer; há um “eu” que tem experiências subjetivas. Nem tudo que está vivo é, necessariamente, senciente. Francione diz que “até onde sei, plantas estão vivas, mas não sentem dor, não agem de forma que indicam que sentem dor; não possuem estruturas neurológicas e fisiológicas que nós associamos em animais humanos e não-humanos. Dor em humanos e não-humanos serve como uma função prática, evita destruição e morte, é sobrevivência.” Plantas não podem usar a dor desta forma, como um sinal -- flores não podem sair correndo quando nós as apanhamos -- e assim, é difícil explicar porque as plantas desenvolveriam mecanismos para a senciência, se tais mecanismos são totalmente inúteis.
Princípio do tratamento humanitário na lei
O princípio do tratamento humanitário está tão fincado na nossa cultura moral, que os sistemas de leis dos Estados Unidos e outras nações pretenderam estabelecer o princípio como um padrão legal nas leis do bem-estar animal. Há dois tipos de leis, as leis gerais e as leis específicas. Um exemplo de leis gerais de bem-estar animal, são as leis contra crueldade que supostamente proíbem a crueldade e infligir sofrimento em animais, sem distinção entre os vários usos de animais. Um exemplo é a lei de Nova York que impõe sanção criminal em qualquer pessoa que “sobrecarregar, torturar, ou cruelmente espancar ou machucar sem justificativa, aleijar, mutilar, ou matar qualquer animal.” Na Inglaterra, a lei de Proteção Animal, de 1911, torna uma ofensa criminal “espancar cruelmente, chutar, maltratar, sobrecarregar, torturar, enfurecer ou aterrorizar qualquer animal ou “impor sofrimento desnecessário aos animais.” As leis específicas de bem-estar animal pretendem aplicar o princípio do tratamento humanitário em um uso de animal em particular. Exemplos: British Animals Act (Procedimentos Científicos) de 1986, é sobre o tratamento de animais usados em experimentos. The American Humane Slaughter Act, originalmente promulgado em 1958, regula o abate de animais usados na alimentação.
As leis do bem-estar animal emergiram no séc. XIX como uma aplicação direta do princípio do tratamento humanitário. Antes se Simon prejudicava o boi da Jane, a lei requeria que fosse mostrado que Simon foi maldoso com a Jane e como os tribunais não tinham nenhuma preocupação com os animais , isso era apenas limitado no sentido de que se a crueldade tinha efeito na sensibilidade do público ou na tendência da crueldade aos animais se estender aos humanos. As leis anticrueldade permitem processar Simon mesmo se ele não tivesse sido maldoso com a Jane, mas tivesse sido maldoso apenas com o seu boi. Em resumo, os estatutos posteriores ao século XIX, tinham intenção “de proteger as bestas como propriedade ao invés de criaturas suscetíveis ao sofrimento.” Enquanto que os estatutos anticrueldade foram “designados para proteção animal.”
Fonte: Introduction to Animal Rights: Your Child or the Dog? by Gary L. Francione (pages 1 to 9)

The Superior Human?

The Superior Human? é um documentário que busca desafiar sistematicamente a crença comum de que a vida humana é superior a de outros seres. Ainda sem legendas para o português, o vídeo foi lançado no final de março de 2012 e pode ser visto online. Conta com a participação de figuras hoje referência nas discussões sobre libertação animal e veganismo, tais como Dr. Bernard Rollin, Gary Yourofsky, Dr. Richard Ryder e Dr Steven Best. Maiores informações no site oficial: http://thesuperiorhuman.ultraventus.info/




Fígado artificial vai substituir testes de medicamentos em animais



Pesquisadores alemães desenvolveram um modelo biológico do fígado capaz de funcionar fora do corpo humano, tornando-se uma ferramenta importante para o teste de novos medicamentos.

Além dos aspectos éticos crescentemente levantados contra o uso de animais para a pesquisa demedicamentos, cada vez mais os cientistas admitem que ratos e camundongos quase nunca são modelos adequados para o teste de remédios para uso por seres humanos - veja a reportagem Genoma do camundongo mostra deficiências de seu uso como modelo animal.

"Nosso órgão artificial tem por objetivo oferecer uma alternativa aos experimentos com animais," diz a professora Heike Mertsching, do Instituto Fraunhofer, que desenvolveu o fígado artificial em conjunto com suacolega Johanna Schanz.

"Particularmente, humanos e animais têm metabolismos diferentes. 30% de todos os efeitos colaterais aparecem apenas nos testes clínicos, quando os medicamentos são dados a humanos," diz a pesquisadora.

Fígado artificial

O modelo de fígado artificial possui um sistema próprio de vascularização, criando um ambiente natural para o crescimento das células. As células humanas foram colocadas sobre a estrutura de vasos sanguíneos de um pedaço de intestino de porco. Todas as células do animal foram retiradas, mas os vasos sanguíneos foram preservados.

As pesquisadoras usaram células humanas responsáveis pela quebra e transformação dos medicamentos, chamadas hepatócitos, e células endoteliais, que agem como uma barreira entre o sangue e as células dos tecidos.

A fim de simular o sangue e a circulação, os pesquisadores colocaram o modelo em um biorreator controlado por computador, dotado de uma bomba tubular flexível. Isto permite que os nutrientes circulem, sendo injetados e retirados da mesma forma como ocorre no sistema de veias e artérias do corpo humano.

"As células ficam ativas por até três semanas," dizem as pesquisadoras. "Esse tempo foi suficiente para analisar e avaliar as funções. Mas é possível alcançar um período maior de funcionamento."

Tecido para transplantes

As duas cientistas verificaram que o modelo biológico artificial funciona de forma similar ao fígado humano, quebrando as moléculas dos medicamentos, retirando os compostos tóxicos e fabricando proteínas.

Estas são pré-condições importantes para a realização de testes de medicamentos ou mesmo para um futuro uso dos tecidos artificiais em transplantes, na medida que o efeito de uma substância pode mudar quando ela é transformada ou quebrada quimicamente - muitos medicamentos somente são metabolizados em suas formas terapeuticamente ativas no fígado, enquanto outras podem desenvolver substâncias tóxicas.

As pesquisadoras já demonstraram as possibilidades básicas para o uso do seu modelo com vários tipos de células, incluindo fígado, pele e intestino. Os testes continuarão e elas afirmam que seu fígado artificial poderá se tornar uma alternativa aos experimentos com animais dentro de dois anos.

Mitos das Experiências em Animais


Por Bernhard Rambeck*

Resumo de trabalho apresentado em Simpósio realizado em Genebra pela Liga Internacional de Médicos pela Abolição das Experiências em Animais.

Grande parte de nossa sociedade acredita na necessidade incondicional das experiências em animais. Essa crença baseia-se em mitos, não em fatos e esses mitos precisam ser divulgados para evitar a implosão de um sistema pseudo-científico.

Sem esses mitos, seria evidente que as experiências em animais não ajudam a humanidade, mas causam prejuízos imensos ao animal e ao homem.

Em nosso próprio interesse precisamos analisar os mitos em que se baseia o sistema de pesquisas com animais, pois não se trata apenas de aceitar um mal necessário. O sistema de experiências em animais pertence --- assim como a tecnologia genética ou o uso da energia atômica --- a um sistema de pesquisas e exploração que despreza a vida.

Com ele cavamos uma sepultura para a ecosfera e para nós mesmos. A morte das florestas, o buraco de ozônio, o efeito estufa, as alterações climáticas, os mares contaminados, a matança de focas, AIDS - tudo isso são sinais visíveis, mas afastamos o conhecimento das causas e somos incapazes de agir. Para sobreviver precisamos compreender como tudo está interligado e perceber que a utilização de milhões de animais sensíveis como objeto de exames e instrumentos descartáveis de medição nunca conduzirão à nossa cura, mas apenas à nossa autodestruição crescente. Vamos examinar a rede de mitos que cerca as experiências em animais.

1º Mito – O conhecimento médico está baseado em experiências com animais.

Sempre nos fazem crer que a verdadeira arte médica só começou há cerca de 100 anos, com a quimioterapia. Isso é falso: em todas as épocas houve médicos excelentes que realmente conseguiam ajudar; em todas as épocas houve academias famosas realmente ensinando a arte da cura.

As bases do conhecimento médico clássico não eram pesquisas em animais, embora estas já existissem, em pequenas proporções, há milênios. Essencial era a observação de homens e animais doentes e sadios. Também a maior parte do nosso conhecimento médico moderno não se baseia em experiências com animais ou, então, foi apenas confirmado posteriormente por essas experiências. Muitas substâncias eficazes à base vegetal e também medicamentos como o ácido acetilsalisílico (contra febre) ou fenobarbital (para epilepsia) foram descobertos sem experiências em animais. A maioria das técnicas cirúrgicas habituais não foram desenvolvidas em animais.

2º Mito: Foram as experiências em animais que possibilitaram o combate às doenças e, desta forma, permitiram aumentar a vida média.

Esse mito padrão daqueles que apóiam as experiências com animais é falso! O aumento da expectativa de vida deve-se, principalmente, ao declínio das doenças infecciosas e à conseqüente diminuição da mortalidade infantil. As causas desse declínio foram melhores condições de saneamento, uma tomada de consciência em questões de higiene e uma melhor alimentação - não foi a introdução constante de novos medicamentos e vacinas. Da mesma maneira, os elevados coeficientes de mortalidade infantil no Terceiro Mundo podem ser atribuídos a problemas sociais, à pobreza, à desnutrição, etc... - não à falta de medicamentos ou vacinas.

3º Mito: A pesquisa médica só é possível com experiências em animais.

Há algumas décadas, o conceito de métodos alternativos não existia. Ainda recentemente nos explicavam que o teste DL-50% (para determinar a dose letal) e outras atrocidades eram indispensáveis. Os cientistas declaravam unânimes que só o animal ileso poderia demonstrar o efeito dos medicamentos. Atualmente as declarações são mais cuidadosas. A indústria está explicando, constantemente, quantos animais já substituíram, quanto já diminuiu o consumo de animais e como é perfeitamente possível renunciar ao DL-50%. Em muitas áreas estão utilizando métodos alternativos, processos in-vitro com culturas celulares, microrganismo, etc, cujos resultados superam de longe as provas fornecidas pelas experiências em animais.

Esse desenvolvimento mostra como - através da pressão da opinião pública - é possível conseguir que não se façam experiências com animais.

Percebemos também, que muito daquilo que era considerado parte incontestável da medicina moderna, pode ser, tranqüilamente, substituído em poucos anos.

4º Mito: Experiências em animais são necessárias porque as doenças mais importantes ainda não têm cura.

Apesar das excessivas experiências em animais, as doenças mais importantes não foram modificadas, não se tornaram mais curáveis. Esse fato mostra exatamente o pouco que as experiências em animais podem contribuir para a erradicação das doenças humanas. A conseqüência lógica não pode ser a ampliação da pesquisa em animais e sim, esforços redobrados visando o controle, a profilaxia e a pesquisa das causas das doenças. Não há mais dúvidas de que nós mesmos causamos a maioria das doenças, através de alimentação errada, dependência de substâncias tóxicas, stress, etc.

Estudos amplos com vegetarianos comprovaram há tempo que uma alimentação mais saudável reduz o risco de câncer, diminui a probabilidade de doenças cardiovasculares e aumenta a expectativa de vida.

5º Mito: Experiências em animais são necessárias para afastar a ameaça de novas doenças.

Uma típica nova doença ameaçadora é a AIDS. A pesquisa da AIDS é um ótimo exemplo de pesquisa moderna que pode acumular consideráveis conhecimentos em pouco tempo, e sem usar experiências em animais. Os progressos na pesquisa da AIDS não se baseiam em experiências em animais, mas na epidemiologia, na observação clínica dos doentes e nos estudos in-vitro com culturas celulares.

6º Mito: Os riscos de novos medicamentos e vacinas só podem ser determinados por meio de experiências em animais.

Medicamentos importantes foram descobertos antes da era das experiências em animais, que ainda hoje estão em uso. Fica cada vez mais claro que a transferência de resultados toxicológicos do animal para o homem não tem sentido. Existem cada vez mais métodos expressivos que dispensam as experiências em animais. Testes toxicológicos como o DL-50% ou o estudo de irritação dos olhos do coelho (Teste Draize) são - também segundo diversos cientistas - rituais de extrema crueldade que nada têm a ver com ciência. Ainda mais difíceis de serem transferidos para o homem são os resultados de pesquisas nas quais fazem penetrar em diversos animais, por ingestão ou injeção, grande quantidade de substâncias experimentais durante um tempo prolongado. Não convém esquecer que o risco final é sempre do homem; mas, na medida em que experiências em animais aparentam segurança, o homem é levado ao uso descuidado de novas substâncias. Isso aumenta o risco ainda mais.

7º Mito: Experiências em animais não prejudicam a humanidade.

Experiências em animais atribuem segurança aparente a medicamentos e a novas substâncias, embora de forma alguma seja possível avaliar essa segurança. A tragédia com a Taliodomida é conhecida. Aproximadamente um terço de todos os doentes com problemas renais que fazem diálise (ou esperam pela doação de um rim) destruíram sua função renal tomando analgésicos considerados seguros após experiências em animais. Todos os medicamentos retirados do mercado por exigência dos órgãos de saúde foram testados em experiências com animais. Um outro exemplo: o perigoso "buraco de ozônio" sobre a Antártida é causado pelos CFC (clorofluorcarbonetos), que foram considerados seguros após experiências químicas e, também, com animais. A noção errônea de segurança levou à produção e à disseminação desenfreada dessas substâncias, que agora ameaçam a biosfera do nosso planeta.

Experiências em animais, na realidade, tornam as atuais doenças da civilização ainda mais estáveis. A esperança por um medicamento descoberto por meio das pesquisas com animais destrói a motivação para tomar uma iniciativa própria e para mudar significativamente o estilo de vida. Enquanto nos agarramos à esperança de um novo remédio contra o câncer, as doenças cardio-vasculares, etc, nós mesmos - e todo o sistema de saúde - não estamos suficientemente motivados para abolir as causas dessas enfermidades, ou seja o fumo, as bebidas alcoólicas, a alimentação errada, o stress, etc.

Experiências em animais destroem a consciência em relação às espécies, à interdependência e aos ciclos na natureza. Quem é capaz de julgar as conseqüências que os animais manipulados pela biotecnologia trarão para a natureza ? Quem é capaz de avaliar a conseqüência de uma fuga de ratos patenteados com câncer, ratos com AIDS, etc?

Durante milhões de anos de evolução, a natureza deu prioridade à saúde e à capacidade de adaptação dos animais. Nós, homens, produzimos animais com doenças congênitas, aperfeiçoados para fins científicos e comerciais.

Ao sistema de pesquisa científica baseado em experiências com animais cabe grande parte da responsabilidade pela crise profunda em que se encontra, sob todos os pontos de vista, a medicina moderna. A medicina atual é cara demais; em muitas áreas é francamente perigosa e - para as doenças realmente importantes da época - é ineficaz. Esses três aspectos estão intimamente relacionados e têm como ponto de partida a visão do homem (uma espécie de biomáquina) desenvolvida a partir de experiências em animais.

Um dos piores danos causados pelas experiências em animais consiste no embrutecimento da cultura médica. Sem levar em conta que a experiência com o homem, o princípio das experiências com animais está afastando a medicina cada vez mais da arte de cura e empurrando-a para uma medicina que conserta e coloca peças. Não precisamos retratar as doenças como algo positivo, mas enquanto encaramos a doença apenas como defeito a ser tecnicamente consertado, perdemos a possibilidade de questionar o sofrimento humano.

Perdemos toda possibilidade de aceitar a doença como algo que tem um sentido, algo pelo qual precisamos passar.

8º Mito: O animal não sofre durante a experiência.

O sofrimento do animal usado nos experimentos já começou bem antes da experiência, quando é confinado, criado e transportado em condições totalmente estranhas à espécie. Não existem experiências toxicológicas inofensivas para o animal! Gostaria de saber como experiências toxicológicas - durante as quais os animais são envenenados de forma mais ou menos rápida - podem decorrer sem tortura e dor. Não existe experiência nas áreas de toxicologia, cirurgia, radioterapia, etc, sem sofrimento terrível para o animal atingido! Ainda hoje a experiência representa para o animal um sofrimento terrível, que normalmente só termina com a morte.

9º Mito: Somente os especialistas sabem avaliar a necessidade, a validade e a importância das experiências em animais.

O mito de que leigos, por falta de conhecimento especializado, não podem opinar sobre experiências em animais proporcionou, durante dezenas de anos, um campo livre para os vivisseccionistas. Eles têm enorme interesse em trabalhar sem serem observados e incomodados por um público crítico. As experiências em animais, assim como a criação de animais confinados, ou a criação de animais para comércio de peles são praticadas com um número infinito de torturas porque os políticos, os legisladores, os teólogos, os filósofos e, principalmente, o homem comum não têm noção do que acontece ou, então, têm uma idéia totalmente errada do sofrimento e da miséria desses animais.

Nos últimos anos, porém, os muros do silêncio vêm sendo progressivamente derrubados pela imprensa, pelo rádio e pela televisão. Além disso, os últimos anos trouxeram mudanças importantes: os leigos são apoiados por especialistas e por associações médicas e leigas, nacionais e internacionais, que rejeitam as experiências em animais.

Deixar que os próprios pesquisadores julguem a necessidade e a importância das experiências em animais é semelhante a um parecer sobre alimentação vegetariana feito por uma associação de açougueiros ou a um relatório sobre o significado da energia nuclear elaborado pelos fornecedores de usinas nucleares. Não serão justamente aqueles que estão engajados no sistema de experiências em animais que irão questionar a vivissecção!

De forma alguma é necessário ser um especialista para derrubar este nono mito: apesar de milhões de animais torturados e mortos, a vivissecção não conseguiu obter um resultado frente às epidemias do nosso tempo.

10º Mito: Não é possível abolir as experiências com animais.

Esse mito, sempre apresentado pelos defensores da vivissecção, é um dos pilares que sustentam o sistema das experiências em animais. A afirmação de que as experiências em animais possam, quando muito ser reduzidas a um "mínimo indispensável", mas jamais completamente abolidas, nos paralisa. Leva a discussões intermináveis, despidas de sentido, sobre a extensão e o tipo de experiências que podem ser substituídas ou descartadas. Esse é um dos motivos pelos quais o movimento dos opositores está tão dividido. Na questão da abolição das experiências, deveríamos verificar como outros erros históricos foram vencidos.

Hoje está claro que a caça às bruxas, a exploração sem clemência dos escravos, a separação desumana de raças constituem crimes que não podem ser eliminados pela redução do número de vítimas, ou por etapas. Só podem ser eliminados por mudanças fundamentais, associadas à uma tomada de consciência. Assim, também a vivissecção precisa ser eliminada em sua totalidade, como um caminho prejudicial inaceitável.

As chances de alcançarmos esse objetivo (a abolição das experiências em animais) são hoje maiores do que nunca. O movimento contra vivissecção é visto cada vez mais como parte do movimento ecológico, que se preocupa com os danos gigantescos que o homem comete em sua prepotência. Adversários das experiências em animais estão se aliando a grupos que enfrentam a engenharia genética, criação de animais confinados, a criação de animais para comerciar pele, a morte das florestas ou os perigos da energia nuclear. Todos eles procuram impedir a exploração desenfreada da natureza e concebem o nosso ecossistema como algo muito delicado, uma rede interligada de múltiplas formas.

É muito importante que a motivação para combater as experiências em animais se transforme cada vez mais. Enquanto, antigamente, o animal e o horrendo tratamento estavam no centro da discussão, hoje aumenta a consciência de que o próprio homem é o maior prejudicado com a exploração egoísta do animal. O confinamento dos animais de corte significa, em primeiro lugar, uma terrível tortura para eles, mas logo levou a um aumento considerável das doenças provocadas pela alimentação. As possibilidades da engenharia genética mostram, em primeiro lugar, um inacreditável sangue-frio em relação aos animais manipulados, mas em seguida tornou-se uma ameaça complexa ao equilíbrio ecológico e, através disso, à própria existência do homem.

Assim, hoje entendemos cada vez melhor que a experiência em animais, além de representar um enorme sofrimento para a vítima, contribui - devido a todas as conseqüências -para a autodestruição do homem.

Se o homem não consegue adquirir um novo nível de consciência da interdependência e das interligações dentro da natureza para desistir voluntariamente de surpresas desagradáveis como a vivissecção, a engenharia genética, a energia atômica...a natureza vai se encarregar de eliminar o homem definitiva e irreversivelmente junto com suas experiências em animais ! Ainda existe escolha. Ainda existe a possibilidade de pôr um fim à exploração desenfreada do planeta com todos seus seres , de abolir a vivissecção em seu próprio interesse!

Conclusão:

A experiência em animais não representa apenas um método cruel, e por isso mesmo antiético, mas é também destituído de validade científica. No interesse do homem e do animal, precisa ser abolida o mais rápido possível e substituída por métodos racionais e humanos!

*Bernhard Rambeck é diretor do Departamento Bioquímico da Sociedade de pesquisa em Epilepsia, Bielefeld, Alemanha. Autor de inúmeros trabalhos científicos no campo da bioquímica e da farmacologia clínica. Em sua opinião, a maneira mecanicista de pensar das atuais biociências impede qualquer real desenvolvimento da Medicina e da Biologia. Desde 1985, Rambeck dedica-se sobretudo ao estudo das experiências em animais que estão prejudicando o homem e trazendo sofrimento infinito aos animais. Reprodução autorizada, citando-se a fonte.

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Sérgio Greif - Uma discussão sobre a experimentação animal e métodos substitutivos

Via Aprenda.bio

Palestra Sérgio Greif - Uma discussão sobre a experimentação animal e métodos substitutivos

Uma breve contextualização sobre a experimentação animal e todos os aspectos envolvidos, exemplos de experimentos que são realizados e suas implicações, tanto éticas quanto científicas.
Uma discussão sobre o sistema de saúde baseado em doenças e um sistema alternativo, baseado em saúde. Métodos alternativos ao uso de animais nas pesquisas e ensino.

Sérgio Greif - Biólogo formado pela UNICAMP, mestre em Alimentos e Nutrição com tese em nutrição vegetariana pela mesma universidade, docente da MBA em Gestão Ambiental da Universidade de São Caetano do Sul, ativista pelos direitos animais, vegano desde 1998, consultor em diversas ações civis publicas e audiências públicas em defesa dos direitos animais. Co-autor do livro "A Verdadeira Face da Experimentação Animal: A sua saúde em perigo" e autor de "Alternativas ao Uso de Animais Vivos na Educação: pela ciência responsável", além de diversos artigos e ensaios referentes à nutrição vegetariana, ao modo de vida vegano, aos direitos ambientais, à bioética, à experimentação animal, aos métodos substitutivos ao uso de animais na pesquisa e na educação e aos impactos da pecuária ao meio ambiente, entre outros temas. Realiza palestras nesse mesmo tema. Membro fundador da Sociedade Vegana.



Sérgio Greif - Uma discussão sobre a experimentação animal e métodos substitutivos. Parte 02 from Eric Yabiku on Vimeo.


Sérgio Greif - Uma discussão sobre a experimentação animal e métodos substitutivos. Parte 02 from Eric Yabiku on Vimeo.


Sérgio Greif - Uma discussão sobre a experimentação animal e métodos substitutivos. Parte 03 from Eric Yabiku on Vimeo.

Veganismo.... por Gary Francione


"O veganismo é aquilo que cada um de nós pode fazer já. O veganismo não é uma mera questão de dieta; é um compromisso moral e político com a abolição da exploração animal em nível individual."
(Gary L. Francione)



"Se você considera os animais não humanos como pessoas morais, então realmente não há escolha. O veganismo é a única opção e é fácil. Nunca deveríamos retratá-lo como uma espécie de atividade difícil ou super-humana." (Gary Francione)

Avanços médicos foram conquistados SEM a experimentação em animais


Você sabia que os seguintes avanços médicos foram conquistados SEM a experimentação em animais?
01) Descoberta da relação entre colesterol e doenças cardíacas.
02) Descoberta da relação entre o hábito de fumar e o câncer, e a nutrição e câncer.
03) Descoberta da relação entre hipertensão e ataques cardíacos.
04) Descoberta das causas de traumatismos e os meios de prevenção.
05) Elucidação das muitas formas de doenças respiratórias.
06) Isolamento do vírus da AIDS.
07) Descoberta dos mecanismos de transmissão da AIDS.
08) Descoberta da penicilina e seus efeitos terapêuticos em várias doenças.
09) Descoberta do Raio-X.
10) Desenvolvimento de drogas anti-depressivas e anti-psicóticas.
11) Desenvolvimento de vacinas, como a febre amarela.
12) Descobrimento da relação entre exposição química e seus efeitos nocivos.
13) Descoberta do Fator RH humano.
14) Descoberta do mecanismo de proteína química nas células, incluindo substâncias nucléicas.
15) Desenvolvimento do tratamento hormonal para o câncer de próstata.
16) Descoberta dos processos químicos e fisiológicos do olho.
17) Interpretação do código genético e sua função na síntese de proteínas.
18) Descoberta do mecanismo de ação dos hormônios.
19) Entendimento da bioquímica do colesterol e "hipercolesterolemia" familiar.
20) Produção de "humulina", cópia sintética da insulina humana, que causa menos reações alérgicas.
21) Entendimento da anatomia e fisiologia humana.

Fonte: "Physicians Committee for Responsible Medicine"